Nas ruas estreitas do Porto, entre casas coloridas e escadas íngremes, havia uma pequena praça com uma velha oliveira. Os habitantes locais diziam que ela era mais antiga do que as pontes sobre o rio Douro e que seus galhos nodosos já tinham visto gerações de trabalhadores portuários. Todas as manhãs, um velho sentava-se debaixo da árvore e observava o rio, que refletia raios de luz dourada nos barcos. «Tal como as azeitonas», murmurava ele, «esta cidade também tem amargura e doçura ao mesmo tempo — paciência, trabalho e amor em cada esquina». As crianças brincavam à volta da árvore, apanhando frutos caídos, enquanto os turistas admiravam a cidade velha. E a oliveira permanecia imóvel, testemunha do tempo, da vida e das histórias que o Porto escreve dia após dia. À noite, quando o sol desaparece por trás das colinas, o Douro brilha e a velha árvore sussurra baixinho:
"Paciência, meus amigos. Tudo o que amadurece dá frutos — tal como vocês, tal como o Porto."