Há coisas na vida que não precisamos de possuir. Precisamos de as preservar.
Há muitos anos que permanece aqui. Conheceu o sol e a chuva, viu as estações mudarem e aprendeu que a verdadeira força é, muitas vezes, silenciosa.
As suas raízes mantêm-no firme, a sua copa oferece abrigo e os seus frutos recordam-nos que do cuidado pode nascer algo precioso. O velho cajado representa o caminho, o cesto aquilo que a natureza nos oferece e o relógio o bem mais precioso que temos: o tempo.
Os pássaros encontram refúgio nos seus ramos. As gerações vêm e vão. Mas a oliveira permanece – não como algo que possuímos, mas como algo que nos é confiado por algum tempo.
Uma oliveira para quem preserva aquilo que realmente importa – hoje e para as gerações de amanhã.