Ao longe, ouve-se a voz da galega,
suave como o vento entre os ramos das oliveiras.
Cada azeitona pesada no seu ramo,
amarga como as memórias que carregamos,
mas amadurecendo pacientemente, como o amor que permanece.
A saudade corre pelo coração e pela árvore,
como o azeite pelos frutos verdes,
suave, imparável, profunda e eterna.
E enquanto o sol se põe,
sabemos: tudo o que é amargo traz consigo o sabor da doçura.